sábado, 26 de novembro de 2011

O Martelo (n)das Grandes Nações

Parece-me que o Brasil tem sido o país mais interessante de todo o mundo contemporâneo. Que outro país tem tamanha diversidade cultural e étnica? Que outro país recebe tão bem os seus estrangeiros? E claro... que outro país tem um povo com tão baixa auto-estima?
Farei então o diagnóstico daquele que chamo o “mal brasileiro”. O mal brasileiro é sentido pela maior parte da população, especialmente pela que se diz “intelectualizada”, os sintomas principais são um desprezo pela cultura do próprio país, uma admiração sem razão de tudo o que vem do exterior, e constantes falas como “Brasileiro é burro” e “Esse país não presta, quero ir pro...”. Resumindo, o doente pensa que o Brasil é a pior nação e que qualquer outra é melhor, passa a falar bem da cultura, da música, dos governos, das pessoas estrangeiras, e se finca em um sonho estúpido de que o mundo é bom e o Brasil é ruim.
Enfim, este é o mal brasileiro, o povo menos patriota e nacionalista do mundo, o povo que mais gosta de criticar a si mesmo. Minha intenção é mostrar que o povo brasileiro é imbecil e cretino por pensar dessa forma, porém, deverei ao mesmo tempo demonstrar o quanto que essa imbecilidade é um sintoma de saúde, que, de certa forma, comprova qualidades inegáveis do povo brasileiro. Ao chamar o brasileiro de cretino e imbecil,estou me incluindo nos doentes que garantem que o seu país é o pior do mundo e que todos os outros são melhores, a grama do vizinho parece sempre mais verde; Para evitar uma contradição, explicarei que o brasileiro é, de fato, imbecil e cretino, porém essas características infames não o tornam pior que nenhum outro, pois parece natural na humanidade que as nações sejam imbecis e cretinas. Para comprovar, citarei muitos exemplos reais e também históricos, toda a informação demonstrará a imbecilidade do ser humano, e fará com que o Brasil não pareça um local inferior de forma alguma, nem em cultura, nem em nada.
Começarei falando do continente que apresenta um comportamento contrário ao dos habitantes de nosso grande e adorável país, obviamente me refiro à Europa, enquanto nós nos achamos pior do que realmente somos, eles se acham melhores que todo mundo. A Europa foi o palco do mais ridículo período de regressão cultural e científica da história, a famosa Idade Média, esses cretinos imbecis foram capazes de queimar ou punir alguns poucos habitantes que se sobressaíram com um pouco de originalidade e inteligência, perseguiram toda a forma de livre pensamento, instauraram a fé cristã como a perfeita forma de tirania, uma excelente base para a corrupção e a guerra. A Europa foi o local onde a liberdade foi restringida e ofendida da forma mais perversa, esse continente testemunhou centenas de reinados absolutistas ditatoriais, de guerras, de massacres, perseguições, toda forma de preconceito, toda forma de crime, toda forma de malefício de que se pode falar. A característica principal do Velho Continente é o eterno estado de animosidade e desunião entre seus povos, o europeu tem o costume de pensar que qualquer um que seja de país diferente seja um inimigo, e considera a prosperidade de qualquer estrangeiro como o seu próprio fracasso, esse é um erro sem sentido que vem sendo reproduzido através dos tempos. Mesmo o maior dos povos da história ocidental foi impregnado com esse sentimento idiota, os gregos em suas Pólis consideravam que sua cidade era a melhor e que todas as outras deveriam ser vista como concorrentes, principalmente entre Atenienses e Espartanos, nacionalistas exacerbados, essa falta de união foi a causa da trágica queda desse admirável e fragmentado povo.
Europeus, tão agressivos e tão grosseiros! Não estudamos a história ocidental com foco na Europa apenas por ser o centro cultural, mas porque é um local demasiado movimentado em questão de conflitos e problemas, tudo devido à rivalidade entre povos e nações, a um nacionalismo agressivo. Ser nacionalista é bom, o imbecil(repeti demais essa palavra, e que se dane-, pois ela é a ideal para todo o texto) é ser um nacionalista agressivo, o cretino que vê todo o exterior com hostilidade pelo simples fato deles não serem o seu país; Do nacionalismo surge o desenvolvimento, do nacionalismo agressivo surgem as guerras e o retrocesso. Parece que todo inglês considera alemão um palavrão, todo alemão considera inglês um palavrão, todo inglês considera francês palavrão, e todo francês considera alemão e inglês os piores palavrões de sua língua, devem haver exceções. Definidas as características da natureza constante conflito que ocorre na Europa desde tempos imemoriáveis, citemos país por país, para afinal, mostrar porque o brasileiro não é tão cretino e imbecil quanto se diz.
Começando pelo povo mais imbecil da Europa: Portugueses. Me deprime pensar que o Brasil foi colonizado por uma nação tão inútil que conseguiu roubar milhões de toneladas de ouro da nossa terra e mesmo continuar falido, criando tantas dividas com bancos ingleses que nem com todo o dinheiro do mundo conseguiriam se manter de pé. Péssimos administradores, com recursos enormes conseguiram fazer um trabalho tão ruim que hoje esses “senhores dos mares” são periferia na Europa, isso sem falar no tanto que eles roubaram de países africanos e asiáticos, ladrões incompetentes! Se assemelham muito a um viciado em crack, rouba muito e gasta mais do que roubou com sua droga inútil. Muito azar sermos colonizados por eles, sorte que a mistura com outros povos ficou razoavelmente melhor, dentre os piores, o menos pior é preferível, e não é o caso de Portugal. São extremamente nacionalistas até hoje, se acham uma grande nação, os fodões, os reis dos mares, ficam olhando para trás, achando que a glória das grandes navegações ainda se faz presente, além de serem extremamente xenófobos e grosseiros, e tudo isso, sem sequer estar entre os países que podem apresentar arrogância devido ao grande poder econômico, em Portugal é só arrogância, como um favelado que se acha chique. Só para terminar, esse era um páis exacerbadamente católico e foi adepto da inquisição e .intolerância religiosa, que inútil!
Agora falarei de país importantes, Portugal só foi citado por ter sido nosso colonizador. Bem, vamos para outra nação arrogante: Inglaterra. Essa é dos que tem o direito de ser arrogante, já foram a maior potência mundial, ganharam mares de dinheiro através do comércio, dos bancos, e outras fontes proeminentes, também colonizaram o país que viria a se tornar a maior potência mundial, e quase um terço, não do mundo conhecido, mas do mundo inteiro fez parte de seus domínios. Talvez fosse difícil criticar tão próspera nação, se não fossem alguns detalhes que maculam esse sucesso econômico excepcional. Primeiro, é uma das nações mais brigonas do mundo, foram tantas guerras que fica difícil de contar, entre essas, várias apenas contra a França, sua velha rival, e as duas Guerras Mundiais, que não exigem mais explicação. Os ingleses também são muito xenófobos e racistas, isso é fácil de se perceber ao ler um livro de Sherlock Holmes, mais fácil ainda ao perceber o tratamento que certos brasileiros parecidos com terroristas recebem quando andam tranquilamente por lá. Os ingleses se consideram o melhor povo do mundo, não posso negar a grandiosidade da nação, que das europeias que estão sendo citadas aqui, talvez seja a menos detestável. Os ingleses são, apesar das qualidades, um povo também muito cruel, implacável com suas colônias, gente má, e criaram a sua própria forma de intolerância religiosa, lá é o protestantismo que tinha lugar como lei ditatorial, tanto que católicos (não que eu simpatize com eles) não podiam ter vida política. Onde está a liberdade?
Depois de Inglaterra, o natural é falar da França. É um país que colaborou muito com boa cultura para o mundo ocidental, mas seu povo é tão xenófobo quanto os ingleses, esses dois povos são exageradamente competitivos, vêem no sucesso dos outros países o seu fracasso, a França é o país que melhor apresenta essa infeliz ideologia. Tente dizer para um francês: “Querer o meu não é roubar o seu”. O país foi palco de muitas guerras, incluindo a duas mundiais e as contra a Inglaterra (Oh, as duas se completam!), também palco dos governos absolutistas mais ridículos, a corte e a nobreza vivendo no luxo e se preocupando apenas com roupas, luxo e frescuras, sem sequer governar, enquanto o povo viva na miséria. Pelo menos os franceses tiveram a dignidade de cortar a cabeça desses cretinos! Ah sim, eles não tomam banho com muita freqüência e são um tanto grossos.
Alemanha. Esta é hoje a maior potência da Europa, tem os mesmos defeitos da Inglaterra, e é ainda mais xenófobo. São um país altamente desenvolvido, abrigou muitos grandes cientistas e pensadores dos últimos séculos, tiveram Darwin, Einstein, Marx, Sommerfeld, Freud, Nietzsche, só como exemplos mais óbvios, essa proeminência intelectual na Alemanha moderna e contemporânea foi antecedida por... nada mais... nada menos que o Sacro Império Germânico Romano . Era o coração da estrutura política e cultural da Idade Média, o centro de toda a censura, o antintelecto, a violência gratuita, guerras sem sentido, perseguições, regressão científica, tudo isso devemos ao Sacro Império, que hoje, na maior parte, é equivalente à Alemanha. Um alemão criou a reforma protestante, ao mesmo tempo boa e ruim, boa por desafiar a rígida estrutura do catolicismo e permitir um pouquinho mais de liberdade, ruim por expandir ainda mais a religião cristã, e fortalecê-la no geral, dando mais séculos de vida para essa inimiga da razão. Não preciso nem falar de nazismo, né?


É necessário que se fale também do filho bastardo da Europa, aquele que herdou da Inglaterra toda a arrogância e prepotência para se achar o dono do mundo, pensar que outros países são seu quintal: Estados Unidos da América! Não sou comunista nem anticapitalista, mas esse é o povo mais odioso da atualidade, ainda que seja o mais rico “na teoria”. Os estadunidenses se dizem americanos. O cacete! Eu sou americano, um mexicano é americano, quem está na América é americano, quem está nos Estados Unidos é Estadunidense e pronto! Alguns deles chamam os latino americanos de baratas, se consideram reis do mundo, superiores, pensam que latinos são inferiores e estúpidos, e ainda falam mal do Brasil e da corrupção que há aqui. De fato, a política lá é muito mais bem desenvolvida que aqui, mas é imbecil colocar a culpa no povo e dizer que brasileiro não sabe votar. É aqui que se encontra o argumento contra qualquer brasileiro ou estrangeiro que diga que “Brasileiro é um povo burro”: Não foi o povo brasileiro que elegeu o Bush macaquinho duas vezes. Ah sim, nós elegemos o Roriz e o Maluf, enfim, vamos criticar nosso próprio país logo depois de meter o pau nos EUA. Já assistiram os Simpsons? Aquele é o perfeito retrato de uma família dos EUA, o estadunidense não é uma pessoa culta, as escolas do país dão ensino de direita, não há o tipo de estudo crítico de si mesmo que há no Brasil, lá eles exaltam o próprio país, e para isso, podem ocultar detalhes que não convém, mais ou menos como acontecia na nossa ditadura militar. O povo dos Estados Unidos é completamente viciado em TV, é alienado, massificado, um dos povos mais massificados da Terra, não que o Brasileiro não seja, mas eles não são melhores que a gente nesse ponto, por isso deveriam calar a boca. O país é rico, mas seu povo não é, e é aí que sua cultura idiota de massificação se mostra mais forte, porque há a consciência estúpida de que se o seu país é a maior potência do mundo, você, como indivíduo, é melhor que os indivíduos dos países pobres. Balela! O idiota estadunidense é tão idiota quanto qualquer imbecil de um país de terceiro mundo, ele é apenas um cordeiro sem cultura que acredita na propaganda que os meios de comunicação em massa adoram mostrar. América, uma terra de oportunidades! América, uma terra de mentiras, exploração, achismo, arrogância sem razão. Idiotas são idiotas em qualquer lugar do mundo, e como os EUA é uma terra de enorme desigualdade, por mais que haja indivíduos “superiores” por lá, como Steve Jobs(havia), o que mais tem é uma massa de trabalhadores alienados, obesos, que trabalham de dia e depois vão para casa assistir televisão e beber cerveja, e mesmo assim,quando vêem um mexicano, acham que são superiores a ele e que o mexicano não passa de uma barata do terceiro mundo, para esses indivíduos acéfalos, essa massa de babacas, não importa se o mexicano é um estudante de medicina que, milagrosamente, conseguiu uma bolsa naquele país, para o estadunidense aquele latino sempre será inferior. E é isso que desprezo nos Estados Unidos, se acharem sem ser pelas próprias conquistas, mas pela nacionalidade, e isso se reflete em qualquer um dos país europeus que falei, e dezenas de outras, só que os Estados Unidos são o exemplo principal, afinal, são a potência mundial.
Vamos falar rapidamente do Japão, é um país organizado, de povo disciplinado e esforçado, talvez não mereça crítica, exceto pelo mesmo sentimento de nacionalismo agressivo que os impregna tão fortemente o caráter. Essa disciplina, hoje parece boa e útil, mas sua origem é obscura, pois vem e períodos de tirania e extrema subordinação incondicional dos mais simples, períodos de exploração, injustiça e desigualdade, completa desigualdade, a disciplina japonesa se originou da passividade do camponês e do guerreiro às ordens dos superiores, uma absoluta restrição da liberdade. Xenófobos, não gostam muito de imigrantes, alguém sem o olho puxado deve estragar a paisagem.
Claro, cada um desses países foi muito útil, mas estamos falando dos “melhores”, vamos a países que fariam qualquer brasileiro se sentir o melhor, em qualquer época.
Os piores:
Burundi sofre com conflitos étnicos que causam o extermínio da população pela própria população,
Em Burkina Fasso, pelo menos oitenta por cento da população é analfabeta
Pelo menos metade da população de Mali vive com menos de um dólar por dia
O Afeganistão sofre com incessantes guerras que exterminam sua população e promovem a miséria e a destruição há décadas.
Em Serra Leoa a população vive aterrorizada pela guerra civil, de um lado há o governo ditatorial e injusto, do outro, rebeldes que são ainda piores que o governo, e cometem chacinas e mais chacinas, além de crimes que deixariam nossa Maníaco do Parque assustado. Sem falar da fome e miséria em massa.
O ditador Idi Amin Dada foi um proeminente genocida do seu próprio povo.
Nos países mais pobres da África, no geral, há uma grande quantidade de conflitos étnicos imbecis, alguns dizem que a culpa é do colonizador europeu, e em parte é; Mas se os povos africanos se vêem com uma animosidade e ódio ainda maior que os europeus entre si, de quem é a culpa além de ser dos próprios africanos? A África tem o mesmo problema da Europa, só que parece que lá a destruição mútua foi muito mais bem sucedida e por isso nenhum povo conseguiu se desenvolver direito. E o brasileiro que é burro, é?

Finalmente! Por que o brasileiro é burro? Porque ele deprecia a si mesmo, enquanto africanos e europeus ficam se matando, o brasileiro mata a sua própria dignidade ao dizer: “Esse país não anda pra frente”, “brasileiro é burro”, “na Europa não é assim”. O maior problema de nosso país é a corrupção, e agimos como se ele fosse exclusivo do Brasil. Ora, não vemos tantos escândalos na Itália, país de primeiro mundo? Lá há tanta, ou quase tanta corrupção, e é fato que há outros países em que há muito, muito mais, e que talvez, sequer descubram. Reclama-se da miséria. Ora, o que é a miséria de um mendigo brasileiro comparado à miséria de um pobre coitado que mora em um local onde LITERALMENTE não há comida? Aqui há muito alimento, alimento de sobra, muito mal-distribuído, mas existe, no pior dos casos, a pessoa que estiver na mais completa miséria e sem esperança ainda poderá roubar ou pedir esmola, menos pior do que se não houvesse alimento para mendigar, a miséria brasileira não é nem de longe a pior do mundo. Um pobre de nosso país, que é pobre mas não é miserável, que mora em um barraco simples e come farinha com água, no mínimo, ele ainda come, come mal, mas consegue sobreviver duramente apesar das dificuldades. Ah, tantos países em que um prato de farinha com água seria uma refeição rara e rica! Digna de um rei! Talvez esteja exagerando um pouco, então resumirei: O nosso país parece o pior porque vemos os defeitos dele de perto, enquanto não vemos o lado ruim dos outros simplesmente por não estarmos lá para ver. Países extremamente nacionalistas tendem a esconder seus próprios defeitos, tanto do seu próprio povo, que acaba por se tornar ufanista e um tanto ingênuo quanto à suposta superioridade de sua nação, então o que acaba por chegar ao exterior costuma ser as impressões otimistas, porém não reais daquele local, os pontos positivos são salientados acima dos negativos. Não é uma regra, no entanto costuma ser assim. Da mesma maneira acontece de países cujos habitantes são ricos em conhecimentos razoáveis da própria história, um conhecimento verdadeiro e não aquele que é adulterado para fazer com que a nação pareça mais valorosa ou gloriosa do que realmente é, que é um ufanismo babaca, nessas nações onde os fatos são contatos como realmente ocorreram (ou mais próximos da realidade), esse efeito se inverte. As mentiras ufanistas que não são contadas são substituídas por fatos reais e trágicos, todos nós sabemos com a realidade de nosso mundo é seca e cruel, cheia de miséria, injustiça, conflito e desigualdade, quando um povo tem um conhecimento crítico de sua própria história e de seu presente também, ele vê os erros e defeitos com maior atenção, problemas reais e comuns. O problema é que quando ele comparar esses problemas ao que sabe de outra nação, que ao contrário da sua (o Brasil), distorce a informação da realidade em nome do patriotismo, para que pareça melhor do que é, então os dados que chegam ao outro país são muito diferentes da realidade objetiva, são percepções ufanistas idiotas, isso gera a ilusão de que esse país de gente sem senso crítico é melhor do que aquele em que há o censo crítico. Tolice, a alienação do povo não torna um país melhor, mas pior! Tragicamente é assim que funciona, países são como produtos bons ou ruins, inicialmente, o que importa é o que a propaganda diz. Por tudo isso, nós, um povo que conhece e admite os próprios problemas, achamos que o exterior é muito melhor, pois por lá, a população não admite com tanto cuidado o que tem de ruim.
A melhor forma de se quebrar um ídolo é martelando seu pedestal! De que estou falando? Do costume de acharmos que os outros são melhores que nós! Não são! Jamais! Ninguém é igual, nada é igual.
O brasileiro parece tender a valorizar tudo que vem de fora, seja Iron Maiden, Edgar Allan Poe, Picasso ou Lady Gaga, para ele, tudo isso é mais “Refinado”. Para ele, a Alemanha, o Japão e os Estados Unidos são os países mais belos e gloriosos do mundo, e o Brasil é resto, mesmo que supere esses outros em muitos pontos, tais pontos são ignorados ou irrelevantes. Isso se deve à formação exageradamente diversificada de nosso povo, por isso não há uma identidade e acabamos por não desenvolver um patriotismo, um nacionalismo, tais sentimentos são típicos de locais onde há unidade, unidade étnica, cultura, religiosa. Por exemplo, um exemplo bobinho, temos alguns dos melhores músicos vivos da atualidade, infelizmente, tais talentos são ofuscados por ondas de mau-gosto que se são endêmicos na nossa nação, assim, ficamos conhecidos como a “Terra do Funk e das Popozudas”, então esse péssimo lado (uso a música como exemplo) é salientado, e é comparado com o som de qualidade de outros países, o que é injusto, pois também há péssimas canções estrangeiras, apenas não as conhecemos, ou pior, achamos que elas não são tão péssimas, pensamos: “Ah, se é de tal país, é boa música, mesmo que pareça Tati Quebra Barraco em língua asiática”. Por que? Por que essa necessidade de idolatrar os outros povos? Já respondi, porque, de certa forma, temos consciência dos nossos próprios defeitos.
Ser o povo com governo mais corrupto do mundo, isso é uma tragédia, mas também devemos levar em conta que somos um país jovem, o Japão, por exemplo, foi governado por imperadores que se consideravam deuses por vários milênios até o século passado, suas ordens eram divinas e absolutas, mais do que trágico seria o destino de quem sequer pedisse explicação para as suas ordens, só que questionamentos não acontecem, teme-se os deuses, pior se for um deus de carne e osso. Ora, o Brasil nunca passou por isso, no mínimo, podemos xingar os nossos governantes sem sermos esquartejados, pelo menos em grande parte do país, assim, com todo o prazer escrevo aqui que o Roriz é um filho da puta, o Sarney é uma cadela ordinária, e o Sérgio Cabral é um comedor de capim. Nossa falta de unidade tem suas utilidades, que são basicamente o razoável censo crítico com que olhamos a realidade em que vivemos, e o passado do país em que vivemos. Os danos são a falta desvalorização do povo a que inevitavelmente pertencemos, também a exaltação ufanista (ao contrário) dos países desenvolvidos , aos quais comparamos o Brasil de forma ingênua idiota, comparar o Brasil com a pequena e poderosa Alemanha é como comparar feijão com cerveja, não faz sentido, são países diferentes, climas diferentes, e principalmente, com história e idades diferentes, se reclamamos de não termos nos desenvolvido nada no Período Colonial, os alemães deviam chorar pelo atraso do velho Sacro Império Romano Germânico! Não há o que comparar, cada caso é um caso, e é fato que em nosso território os problemas sociais são epidemia, naturalmente esse obstáculo para a felicidade de um povo é natural. Um povo assim, pouco nacionalista e sem unidade também tem a virtude do individualismo, que na esfera política é uma verdadeira tragédia, como testemunhamos, porém é beneficiadora em todas as outras esferas, a econômica, profissional e tecnológica. Pois o individualismo traz a competição, e competição traz desenvolvimento e novas soluções para antigos problemas, desenvolve a criatividade e tudo mais, pena que exista tanta gente idiota e sem criatividade,covardes que preferem continuar com suas velhas ferramentas, ineficazes porém seguras, obviamente estou falando do fazendeiro latifundiário exportador, que é uma desgraça no Brasil. Mas o que é um desses cretinos em comparação a um nobre francês do século XIII? Pelo menos o latifundiário cabeça de fóssil produz alguma coisa, mesmo que não seja com as próprias mãos. Temos tempo, temos salvação, basta começar a agir. Aliás, professores de história são ao mesmo tempo geniais e prejudiciais, são a manifestação do censo crítico que desvaloriza a pátria, é um realismo muito bem vindo, mas já sabemos dos efeitos negativos, ainda que os alunos os sofram por serem estúpidos e não conseguirem discernir entre “fizemos errado, devemos corrigir” e o “somos burros porque fizemos sempre errado, mas o ingleses são inteligentes, lalala”.
Esquecer o pensamento de que “Brasileiro é burro”, povos não são burros, pessoas são burras, imbecis existem em toda parte, camponeses europeus que o digam, especialmente os russos. Nós não precisamos amar nosso país, nem nosso povo, nem nossa cultura, não precisamos ser ufanistas, não precisamos simpatizar com o governo, não devemos sequer tentar formar uma unidade nacional, mas nunca, jamais podemos achar que moramos em um país ruim, vivemos em um mundo ruim, essa é a verdade. Ora, povo brasileiro! Viver em um mundo trágico como esse não é uma desventura tão grande assim, cada um deve se virar diante de seus obstáculos, baixar a cabeça e culpar o lugar onde nasceu pelos seus fracassos e dificuldades é o maior dos sinais de fraqueza. O brasileiro forte, no mínimo, o razoável, saberá que está em uma terra (no sentido físico) de muito potencial, ora, nosso governo inútil só nos atrapalha e não nos beneficia de forma alguma, sequer aproveita esse imenso potencial; Se eles não fazem, façamos nós! Leitor, já ouviu falar da iniciativa privada? O brasileiro não tem espírito empreendedor, ainda que seja individualista. Por que? Porque o que mais vemos aqui são os preguiçosos recebendo salários altos e os trabalhadores recebendo pouco, porque quem trabalha quatro horas por semana recebe vinte mil (políticos, por exemplo) e quem trabalha quarenta e oito recebe novecentos(preciso dar exemplos? São tantos!). Assim, o objetivo das pessoas acaba por ser uma perseguição ao “descanso remunerado”, o fato é que temos que eliminar esse sentimento, é um individualismo nocivo à sociedade e ao próprio indivíduo, o espírito empreendedor e de inovação é fundamental, agarremo-nos a ele com todas as forças.
Brasil, nenhum país é melhor que você, prove que há muito mais do que café nessas terras, onde mendigos, latifundiários, cientistas, empresários, trabalhadores esforçados e um governo idiota se misturam. Vosso governo é idiota, mas supere-o, não falo de anarquia, falo de iniciativa privada, do mesmo modo que aconteceu em tantos outros países(Será que teremos que cortar cabeças como na França?).

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